O sobe e desce, uma final inesquecível e uma casa nova

Com Félix Mourinho aos comandos do Rio Ave FC, a equipa alcança o feito de, estando de volta à 1ª Divisão, alcançar um incrível 5º lugar e duas épocas depois, chegar à Final da Taça de Portugal com os “Barbudos”. Por entre altos e baixos, conquistas e dissabores, o Rio Ave FC inaugura o seu novo estádio, em 1984.

O Clube empenhou-se, os jogadores deram o tudo por tudo e na época 1980/1981 o Rio Ave FC regressa ao que tanto desejava: a I Liga. De volta à 1ª Divisão, sob o comando de Félix Mourinho – que reformulou a equipa – o clube de Vila do Conde não deixa de surpreender e consegue alcançar um incrível 5º lugar, aquela que seria, durante décadas, a melhor classificação de sempre do Clube.

Duas épocas depois, na temporada 1983/1984, o Rio Ave FC volta a fazer história, qualificando-se para a final da Taça de Portugal. Jogaram no Jamor, contra o FC Porto, e acabaram por perder por 4-1. A equipa que disputou esta final ficou gravada nas páginas que escrevem os anos de vida do Clube, como “Os Barbudos”. Algures durante esta viagem, que culminou com a ida à final, a ideia foi lançada para o ar no balneário e todos os jogadores aderiram!

O constante crescimento do clube, com a subida às várias divisões nacionais, obrigava a que o Rio Ave FC tivesse outras condições que eram impostas por lei. Foi então que se começou a equacionar a possível mudança do campo de futebol para um outro local. Ou seja, deixar o centro da cidade e, consequentemente, o Campo d’Avenida e ir para junto dos arcos, no antigo lugar de Casal do Monte.

Na altura, a Câmara Municipal de Vila do Conde adquiriu terrenos, junto aos arcos do aqueduto setecentista, que abastecia de água o Convento de Santa Clara.

O último jogo no Campo d’Avenida aconteceu a 13 de Maio de 1984. O Rio Ave FC despediu-se da sua velhinha casa com uma vitória, frente ao Águeda, por 5-1.

No dia 13 de outubro de 1984 era inaugurado o novo Estádio do Rio Ave FC.

Depois de uma missa celebrada logo pela manhã, na igreja Matriz, seguiu-se uma ida ao Campo da Avenida, onde decorreu um jogo simbólico com os veteranos e a equipa sénior do Rio Ave FC.

Seguiu-se uma cerimónia, que decorreu nos Paços do Concelho, e que contou com a presença do secretário de Estado adjunto do vice-primeiro ministro, Calvão da Silva, secretário de Estado da Habitação, Fernando Gomes, o Presidente do Rio Ave FC, José Maria Pinho, e ainda, o líder da autarquia local, Mário Almeida, entre outras individualidades. Mário Soares, na altura primeiro-ministro, chegou aos Arcos por volta das 14.30h para descerrar a placa comemorativa do acontecimento.

A equipa do Sporting CP foi a convidada para o jogo inaugural, que não podia ter corrido melhor para os vilacondenses. Acabaram a vencer o jogo por 3-2.

Aproveitando o embalo das novas instalações, em 1986 o Rio Ave FC formou a primeira equipa de iniciados. O Clube conseguiu começar a afirmar-se com a sua própria formação.

No entanto, as marés não eram de sorte e o Rio Ave FC acaba por descer novamente à 2ª Divisão nesse ano.

Tal qual montanha-russa, a equipa vilacondense consegue na época seguinte, em 1985/1986, subir novamente – e, atenção, sem uma única derrota no campeonato, um feito marcante –  e conseguiu manter-se na 1ª Divisão por duas épocas. A história volta a repetir-se e o Rio Ave FC tem alguma dificuldade em manter-se à tona de água e na época 1988/1989 voltou a jogar na 2ª Divisão. Só volta a conseguir disputar o escalão maior novamente em 1996, onde permaneceu até 2000.

Em julho de 1988 foi criada uma secção de atletismo no Rio Ave, abrindo aquela estrutura a jovens de ambos os sexos. A secção comprometia-se a participar num conjunto de provas, estimulando as crianças e jovens do concelho a participar. O projecto, embora ambicioso, durou apenas cerca de 2 anos.

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