Deu empate, mas quem venceu foi o antijogo

 

D72_4032 D72_4063 D72_4151 D72_4208
<
>
foto Agostinho Santos/RAFC2017

Luis Castro assumiu no final da partida que a equipa ficou um pouco aquém do que esperava poder produzir. Ainda assim, foi a única equipa  jogar com o propósito de vitória, com um futebol construído e objectivo, mesmo que nem sempre o conseguisse pôr em prática.

O que era feito “esbarrava” numa estratégia propositada de paragens do ritmo de jogo, na demora de reposição de bola, na demora nas substituições ou nas vezes que se pedia assistência médica. Uma estratégia que só surte efeito se permitida. O guarda-redes do Vitória viu cartão amarelo, por anti-jogo, já depois dos 90 minutos (?), quando a prática vinha do início da partida. Aliás, questiona-se o porquê de mostrar um cartão amarelo por anti-jogo, nos descontos (acto que ainda vai proporcionar mais demora), quando, se calhar, teria um efeito mais profilático no decorrer do jogo, quando as situações descritas se tornam demasiado e evidentes.

Ainda nos descontos, o jogo esteve parado largos minutos para assistência de um elemento do Vitória FC, sem que isso tivesse efeito na adenda aos minutos de compensação.

Se o nível competitivo da partida não foi sempre o melhor, a opção de antijogo exponenciada a este exemplo  é algo que não dignifica, em nada, o futebol. Mas… esta tarde,  quem venceu esta tarde foi mesmo este fenómeno.

Nota ainda para a expulsão de Nelson Monte, no banco, e por indicação do 4º árbitro da partida.